CONSINTO  escrito em quarta 16 setembro 2009 07:48

 

tenho a fúria do olhar da águia

quando o vôo me prega a partida

da rajada que quase me quebra a asa

 

as penas

tenho

soltas na noite da louca

ventania

 

tenho asas abertas

à espera de ti na imensidão

 

céu

 

recobres os azuis de água

e o vento traz as nuvens

mais fechadas

 

tenho a fúria do olhar da tempestade

 

encontro-te a meu lado

na passagem daquela margem

e lembro-te que também no Cairo

as acácias rubras nascem

 

Inez Andrade Paes

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Todos os comentários desse artigo:
CONSINTO

  • Fábio Pessanha mailto

    Ter 13 Out 2009 16:03

    Oi Inez, vim visitar seu blog e gostei do que li. Entrei no sonico para me comunicar com a Fernanda Angius, que conheci durante um evento na minha faculdade aqui no Rio de Janeiro (Brasil) quando apresentei um texto sobre o poeta Virgílio de Lemos. Acabei me desligando do sonico, mas isso não impede de nos comunicarmos!
    Obrigado pela visita em meu blog!
    Um abraço!

  • iap

    Sex 02 Out 2009 20:49

    Vou dar um salto até lá

  • allman ndyoko mailto

    Sex 02 Out 2009 15:04

    Já agora, depois de tanto passar por aqui, aproveito lhe convidar a visitar o meu site. vá para www.contosepoesiasdoindico.blogspot.com
    e diga algo...

    Um abraço

  • iap mailto

    Qua 30 Set 2009 10:28

    Obrigada Ndyoko. Não é na baixa, é uma das perpendiculares ao hospital. É saudade, vai até lá que estás mais perto.
    Um abraço

  • allman ndyoko mailto

    Ter 29 Set 2009 08:01

    Belo poema. A foto que acompanha o poema faz/me lembrar a baixa da cidade de Pemba. Será saudade, eu pensar assim...